Crise afeta as praias da Região Oceânica de Niterói – Portal Guia Oceânica de Niterói RJ

praias da Região Oceânica

Preços ficaram até 50% maiores nas praias da Região Oceânica de Niterói

A crise na economia brasileira vem afetando o preço dos produtos comercializados nas praias da Região Oceânica de Niterói, o reajuste no valor das bebidas e porções disponíveis nos cardápios chega a 50% em relação ao verão passado, informam proprietários de quiosques na orla da Região Oceânica. O acréscimo vem sendo repassado aos consumidores desde outubro do ano passado. Os ambulantes também tiveram que aumentar o preço dos produtos para acompanhar a alta no valor cobrado pelos fornecedores.

Na praia de Piratininga, o preço das bebidas impressiona os banhistas. O coco, por exemplo, que no verão passado era vendido a R$ 4, hoje custa R$ 6, o que representa um aumento de 50%. Em alguns estabelecimentos o preço da cerveja já chega a R$ 7. Quando dá, o comerciante evita repassar o custo para o consumidor, mas são poucos os produtos que não sofreram reajuste como o refrigerante, que segue a R$ 5 desde o último verão, e a água, que permanece a R$ 4. Segundo o arrendatário de um dos quiosques da região, Carlos Martins, o aumento deve-se à sazonalidade, uma vez que o crescimento da demanda no verão faz os preços subirem, e ao reajuste do valor cobrado pelos fornecedores.

“É comum os preços aumentarem no verão, pois os comerciantes aguardam a estação para lucrar. Porém, a crise financeira colaborou para o aumento excedente dos reajustes. O gelo, por exemplo, que era vendido por R$ 10, agora compramos a R$15, o equivalente a um aumento de 50%. Sendo assim, é necessário elevar o valor do coco para obtermos proveito,” explica o comerciante apontando o índice de reajuste da cerveja. “O acréscimo gira em torno de 12%, porque comprávamos do fornecedor a R$ 2.50 e agora adquirimos a R$ 2.80. Em alguns pontos da praia é possível encontrar cerveja latão a R$ 6, mas o preço tabelado é R$ 7. Geralmente, o quiosque tenta obter um lucro acima da média, porque o proprietário precisa arcar com aluguel, impostos e funcionários”, justifica.

Em Itaipu, o aumento de preços chama a atenção dos frequentadores. Ambulantes comercializam biscoitos salgados a R$ 5 e o picolé chega a custar R$ 8. Nos quiosques as porções de petiscos variam entre R$ 20 e R$ 59. Já as refeições à base de pescado e frutos marítimos giram em torno de R$ 65. O valor cobrado pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol é R$ 10 por peça.

“O banhista não pode vir à praia com a família com menos de R$ 100 no bolso. Além de pagar estacionamento, o consumidor precisa estar preparado para pagar caro para comer e beber. No caso das pessoas que vão com crianças para a praia, o prejuízo é ainda maior. É preciso comprar água, refeição e arcar com outros gastos como picolé e sorvete”, diz a assistente administrativa, Eliane Moreira, 47 anos, que costuma frequentar a praia de Piratininga.

Isoporzinho – Para contornar a alta dos preços, muitos banhistas levam alimentos e bebidas em isopor e bolsas térmicas. A medida é uma forma de evitar o gasto em excesso e economizar, consumindo produtos abaixo do preço comercializado nas praias. De acordo com o eletricista Wagner Ribeiro, de 31 anos, a economia chega a quase 50% para quem compra itens em estabelecimentos fora da praia. “Compro a bebida em depósito e consigo o mesmo desconto que o revendedor. Ou seja, pago apenas pelo produto e não preciso arcar com o percentual que o ambulante insere referente ao gelo e ao lucro individual”, argumenta.

A fim de atrair também os banhistas que levam isopor para praia, os vendedores estão criando desconto no aluguel das cadeiras e do guarda-sol, sem a cobrança de consumo. “Uma das promoções que atrai a galera do isoporzinho é o descontão das cadeiras. No aluguel de cinco cadeiras o banhista não paga a quarta ou ganha o aluguel do guarda-sol. Dessa forma conseguimos obter benefício, ainda que o banhista não consuma”, conta o vendedor Fábio Gomes, 45 anos.



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